
A Lagoa Rodrigo de Freitas encontra-se situada na vertente sul da Serra Carioca, que se caracteriza por ter grande parte de suas encostas cobertas por florestas em bom estado de conservação.
Atualmente a bacia do Rio dos Macacos é o trecho em melhor estado de conservação florestal de todo o maciço da Tijuca. Onde podemos encontrar a Mata do Pai Ricardo que é conhecida por sua formação primária de Mata Atlântica dentro da cidade do Rio de Janeiro.
A vegetação peri-lagunar sofreu grande alteração devido a redução do espelho d'água da Lagoa, restando originalmente apenas amostras de Paspalum vaginatum e a Typha dormingensis (Ambiental,2002).
Na década de 90, a formação vegetal do entorno da Lagoa sofreu um processo de recuperação devido ao trabalho desenvolvido pelo biólogo Mário Moscatelli que coordenou, juntamente com a colaboração da COMLURB, um grupo de trabalho que dedicou parte de seus esforços ao replantio de espécies de mangue no entorno da Lagoa (Avicennia shaueriana, Rhizophora mangle, Laguncularia racemosa, entre outras).
A associado a essa iniciativa foi observado o retorno da fauna, tendo em vista que inúmeros crustáceos, moluscos e representativa avi-fauna procuram ambientes estuarinos mais abrigados para a sua reprodução e nidificação. A vegetação peri-lagunar teve bom desenvolvimento, o que proporcionou a estabilidade de sua cobertura e da fauna desfrutadora.
É relevante pontuar que o mangue hoje existente na Lagoa Rodrigo de Freitas é fruto da iniciativa do biólogo acima citado, que foi expandida com o apoio de ong's, da SERLA, SMAC e do Centro Universitário da Cidade para aproximadamente 3.000 metros do perímetro da Lagoa e largura de plantio de 3 a 5 metros (Ambiental,2002).
São muitos os estudos relativos à Lagoa Rodrigo de Freitas, seus problemas de saneamento e mortandade de peixes, porém poucos fazem menção a ictiofauna deste sistema e os existentes estão obsoletos.
Dentre estes podemos destacar Andreata (2005) que objetivou estudar a ictiofauna da Lagoa com vistas a contribuir para o manejo pesqueiro. Para tanto, seu trabalho foi conduzido tendo como base seu acervo de dados compreendido no período de março de 1991 a fevereiro de 2005.
Os principais gêneros capturados no acervo supracitado foram Mugil (paratis e tainhas) seguido por Centropomus (robalos). Pode-se destacar dentre as espécies dulcícolas os barrigudinhos (Poecilia vivípara, Phalloptychus januarius e Jenynsia multidentata), que são pequenos e de baixo valor comercial. No entanto sua importância está no controle das larvas dos insetos transmissores de doenças, além de serem forrageiros, servindo de alimento para peixes carnívoros e aves (ANDREATA, 2005).
As regiões marginais apresentam uma maior quantidade de animais, o que permite concluir a importância dessas áreas que detêm as vegetações marginais atuando como abrigo, alimentação e crescimento da fauna ictiológica.
A variação no gradiente de salinidade modificou consideravelmente a atual situação da ictiofauna da Lagoa, fazendo com que a maioria dos peixes marinhos deixasse de freqüentar o ambiente estuarino. Com isso a Lagoa deixou de ser um berçário de muitas espécies marinhas, pois estas não reconhecem o ambiente como outrora (estuarino). Houve brusca redução da sua utilização como uma área protegida para a desova e alimentação. Atualmente, vêm sendo coletadas cerca de dez espécies marinhas, de um total de cinqüenta e uma que foram registradas ao longo do histórico de estudos feitos na Lagoa Rodrigo de Freitas.
As aves freqüentadoras da Lagoa Rodrigo de Freitas vêm atraídas pela vegetação peri-lagunar. Essa vegetação, de grande importância para a reprodução das aves e mantenedora da biodiversidade, foi reintroduzida no final de década de 80, pelo trabalho conduzido pelo Biólogo Mario Moscatelli. A metodologia usada para esta ação foi o replantio de espécies arbóreas de manguezal, seguida de atividade de restauração paisagística e, conseqüente, aumento da qualidade ambiental.
Com a recuperação das espécies de manguezal, recuperou-se também a freqüência de aves no ambiente lagunar. Essas espécies usam a vegetação de seu entorno para pernoitar, como apoio para a pesca (alimentação) e como abrigo, inclusive para fazer seus ninhos.

As espécies mais observadas, abstrata de caráter científico, foi o biguá (Phalacrocorax olivaceus), a garça-moura (Ardea cocoi), a garça-branca-grande (Casmerodius albus), a garça-branca-pequena (Egretta thula), o socozinho (Butorides striatus), o savacu (Nycticorax nycticorax), entre outros.

Navegue no mapa interativo, descubra curiosidades sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas e veja seu processo de formação.
> ir para página principal

O sucesso da EBX na área de recursos naturais levou o Grupo a aprofundar seus estudos em petróleo e gás.

A MPX é a empresa do Grupo EBX que atua no setor de geração de energia de forma diversificada e integrada.

A LLX nasce com o objetivo de fornecer ao país infra-estrutura e competência em logística, principalmente no setor portuário.

O Grupo EBX passou a atuar em Real Estate com investimentos em países como Brasil, Chile e Argentina.