

O processo de formação da Lagoa Rodrigo de Freitas está diretamente associado aos períodos de avanço e recuo do mar (transgressão e regressão marítima, respectivamente), que se repetem alternadamente ao longo do tempo.
A alternância destes movimentos, que se repetiu durante milhares de anos, proporcionou a formação do cordão arenoso que vai da Ponta do Arpoador à Ponta do Vidigal, local onde atualmente existem os bairros de Ipanema e
Leblon. Este cordão arenoso passou então a represar as águas que desciam das encostas da Serra da Carioca, que assim passaram a se acumular na parte baixa daquela bacia hidrográfica, formando, naturalmente, a Lagoa.
Nos períodos de chuvas o grande acúmulo de água fazia com que o cordão arenoso que separa a

Lagoa do mar fosse rompido, o que permitia, de tempos em tempos, o contato com o mar e, com isso, uma renovação sazonal das águas da Lagoa. Com o processo de ocupação populacional que ocorreu em meados do século XVI devido à expansão da cidade, que se deu a partir do Centro, a Lagoa passou a enfrentar uma série de modificações. Em meados do século XX, parte de seu espelho d'água foi aterrado e sua conexão com o mar estabelecida permanentemente através da construção do canal do Jardim de Alah em 1922.

Navegue no mapa interativo, descubra curiosidades sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas e veja seu processo de formação.
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